domingo, 25 de outubro de 2020

O Espírito de Cristo e os Direitos Humanos


Em pleno século XXI, mediante a ruptura do tabu da homossexualidade que estamos vivendo, o Papa Francisco vem a público defendendo a união civil gay e põe em xeque nossas autoridades evangélicas e também tudo aquilo que prescrevia como Graça. Que os gays deveriam ser respeitados, disso sem dúvida, mas meu mundo caiu quando o líder humanista estendeu sua graça a tal ponto, quebrando uma barreira civil que eu temia, julgando-a ser demais para um cristão. Foi aí que me dei conta, que se a Graça de Deus incluía-os na Cruz, não seria na civilidade que os deixaria de fora. 

A verdade é que o Jesus de Nazaré fazia o mesmo há dois mil anos atrás, e quando proferiu que seu Espírito repousaria sobre nós realizando até coisas maiores do que ele já tinha trabalhado, incluir os rejeitados na sociedade faria todo sentido. E são nesses momentos cruciais que a igreja evangélica faz um favor contra ela mesma: rejeitar os tipos de pessoas que Cristo correra atrás em seu tempo, revelando que um dos motivos pelos quais os gays odeiam tanto as igrejas e se afastam de Deus, é exatamente esta postura hipócrita e anti-cristã. Nos esquecemos que o Espírito de Jesus confere vida, e como ele mesmo mesmo ensinou, qualquer mandamento ou Lei que estiver contra a vida humana, já não vale mais nada. Vá e aprendei o que significa misericórdia quero e não sacrifícios...

E queira você ou não, tal posição papal equivale a direitos humanos. E quando digo direitos humanos, me refiro a qualquer humano, independente de sexo, cor, raça e nação. E quando digo que o Espírito colabora vida, me refiro também a quaisquer ser humano, pois assim testemunhava Cristo. O Rabi galileu deixou-nos uma herança que poucas vezes nos utilizamos dela, que é a propagação do Evangelho e consequentemente sua prática, como uma forma revolucionário e mais sublime de exercer Direitos Humanos. O Nazireu incluiu em suas visitas, conversas, sermões, momentos, práticas e vida as diversas estirpes de pecadores para mostrar às gerações posteriores de cristãos, que o melhor meio de conceder os Direitos Humanos, é compartilhar o que temos de mais valioso: vida eterna. Todos que estão debaixo do céu, poderão desfrutar da vida no Espírito, e não há maior direito humano do que este. 

Na Cruz, fraco e abatido, o  brado de "está consumado"; o "Perdoai Pai, pois não sabem o que fazem"; assegura-nos uma qualidade de vida superior mediante a qualquer rico, religioso, talentoso, guru... Nosso direito de vida foi-nos concedido e nos resta a partir de então, herdar a missão do mestre e seguir em frente com a preciosidade do Evangelho, compartilhando e incluindo em nossas lembranças até mesmo os gays se for preciso.