Se a fé é a certeza daquilo que não vemos, a
ansiedade se levanta como seu antagonista, tomando o nosso ser de medo e
desespero a respeito do que na fé solidifica. A fé é o chamado que me enche de
esperança para transformar o mundo em cima do que espero tendo certeza no
coração, já a ansiedade surge como o fator que me desestabiliza ante aos
desafios da vida; é o medo que se transforma em dúvida e a desesperança que me
faz desesperar. Em complemento, a ansiedade altera nosso patamar de
importância na vida. A Boa Nova sempre quis conduzir nosso coração para a
eternidade, posto que seu antagonista corrompe tal solidez por mesquinharias
materiais, simplesmente porque enquanto o Evangelho nos oferece certezas a
respeito do Reino de Deus, somos surrupiados por desesperos contínuos de
pequenas coisas que mal fazem a diferença
Entretanto, o que esperar de diferente e constante nesse mundo tracejado por instantaneidades? As instantaneidades enraizadas no nosso convívio é o que, a meu ver, mais afeta nossa ansiedade, potencializando este em nós. Nosso querer sempre pautado no agora, ativa a ansiedade porque se não for exatamente agora, eu me desespero. A partir de então, nossa noção cronológica se reduz ao espaço e tempo. Um pouco mais, nosso anseio se torna terreno.
Materialistas que nos tornamos, somos levados a esperanças medíocres, por coisas que em nada corroboram para o aprofundamento psicológico do Reino em nossas consciências. Aqui é que se encontra nossa falta de fé: Não se entregar aos cuidados de Deus por completo pelo medo do que possa acontecer materialmente, é ir contra o ensino de Cristo, apoiado numa míope visão terrena que nos causa crises psicológicas e emocionais. O salto de fé é dado quando revemos nossas considerações pessoais e invertemos nossas importâncias: a pequena semente de mostarda se torna crescente a partir do momento em que buscamos em primeiro lugar as coisas do céu e marginalizamos as deste mundo.
O que Jesus queria dizer em relação a sermos crianças, por exemplo, não recai apenas a interpretação de sermos simples ou nos considerarmos pequenos, mas também atentar ao fato de que uma criança é totalmente dependente de seu pai. E quando ocupados demais para percebermos o melhor desta vida, uma pílula de quietude à Marta é ofertada pelo Filho do Homem: “Marta, Marta, estás preocupada e inquieta por tantas coisas; no entanto, somente uma é necessária”. Isto é, a consideração do próprio Jesus.
Mas a vida é este rolo compressor que nos deixam de mãos atadas, que nos rodeiam de marketing por todos os lados, adequando-nos ao mundo cada vez mais. Marginalizados estão os que rejeitam tal imposição de ansiedade. Selvagens são os que ignoram a necessidade de descabelar-se pelo mundo corporativo. Mas segundo os mandamentos da vida, a natureza selvagem é justamente aquela que aceita os cuidados de Deus descaradamente.
As aves do céu pouco se preocupam em guardar sementes para mais tarde, pois sabem que o Pai irá alimentá-las outrora quando precisarem. E o que dizer do Urubu que se alimenta dos que morrem? Não se angustia, Deus sabendo das necessidades, o socorrerá no momento certo. As ervas, os lírios, as flores… Todas revestidas das mais belas roupagens sem mesmo suplicar por tal coisa. A natureza é para Cristo um exemplo do que deveríamos ser em relação ao socorro de nossas necessidades básicas.
O desdém aqui não recai no trabalho do dia a dia, mas no anseio do fazer que nunca tem seu fim, estendendo-se ao além. Os verdadeiros selvagens para o Filho do homem são esses que constantemente labutam acreditando assim, ganharem vida em si mesmo; ao contrário dos filhos da luz, cuja resplandecência e obra não passa de mera identidade junto ao EU SOU. O Deus que É, precisa de filhos que se dispõem a ser primeiramente.
Entretanto, o que esperar de diferente e constante nesse mundo tracejado por instantaneidades? As instantaneidades enraizadas no nosso convívio é o que, a meu ver, mais afeta nossa ansiedade, potencializando este em nós. Nosso querer sempre pautado no agora, ativa a ansiedade porque se não for exatamente agora, eu me desespero. A partir de então, nossa noção cronológica se reduz ao espaço e tempo. Um pouco mais, nosso anseio se torna terreno.
Materialistas que nos tornamos, somos levados a esperanças medíocres, por coisas que em nada corroboram para o aprofundamento psicológico do Reino em nossas consciências. Aqui é que se encontra nossa falta de fé: Não se entregar aos cuidados de Deus por completo pelo medo do que possa acontecer materialmente, é ir contra o ensino de Cristo, apoiado numa míope visão terrena que nos causa crises psicológicas e emocionais. O salto de fé é dado quando revemos nossas considerações pessoais e invertemos nossas importâncias: a pequena semente de mostarda se torna crescente a partir do momento em que buscamos em primeiro lugar as coisas do céu e marginalizamos as deste mundo.
O que Jesus queria dizer em relação a sermos crianças, por exemplo, não recai apenas a interpretação de sermos simples ou nos considerarmos pequenos, mas também atentar ao fato de que uma criança é totalmente dependente de seu pai. E quando ocupados demais para percebermos o melhor desta vida, uma pílula de quietude à Marta é ofertada pelo Filho do Homem: “Marta, Marta, estás preocupada e inquieta por tantas coisas; no entanto, somente uma é necessária”. Isto é, a consideração do próprio Jesus.
Mas a vida é este rolo compressor que nos deixam de mãos atadas, que nos rodeiam de marketing por todos os lados, adequando-nos ao mundo cada vez mais. Marginalizados estão os que rejeitam tal imposição de ansiedade. Selvagens são os que ignoram a necessidade de descabelar-se pelo mundo corporativo. Mas segundo os mandamentos da vida, a natureza selvagem é justamente aquela que aceita os cuidados de Deus descaradamente.
As aves do céu pouco se preocupam em guardar sementes para mais tarde, pois sabem que o Pai irá alimentá-las outrora quando precisarem. E o que dizer do Urubu que se alimenta dos que morrem? Não se angustia, Deus sabendo das necessidades, o socorrerá no momento certo. As ervas, os lírios, as flores… Todas revestidas das mais belas roupagens sem mesmo suplicar por tal coisa. A natureza é para Cristo um exemplo do que deveríamos ser em relação ao socorro de nossas necessidades básicas.
O desdém aqui não recai no trabalho do dia a dia, mas no anseio do fazer que nunca tem seu fim, estendendo-se ao além. Os verdadeiros selvagens para o Filho do homem são esses que constantemente labutam acreditando assim, ganharem vida em si mesmo; ao contrário dos filhos da luz, cuja resplandecência e obra não passa de mera identidade junto ao EU SOU. O Deus que É, precisa de filhos que se dispõem a ser primeiramente.